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Nobel
da Paz para Al Gore

O antigo vice-presidente
norte-americano Al Gore e o Painel Inter-governamental sobre
Mudanças Climáticas das Nações Unidas foram distinguidos com
o prémio Nobel da Paz, pelos esforços para aumentar o
conhecimento sobre mudanças climáticas.
O prémio foi atribuído conjuntamente
"pelos esforços de recolha e difusão de conhecimentos sobre
as mudanças climáticas provocadas pelo Homem e por terem
lançado os fundamentos para a adopção de medidas necessárias
para a luta contra estas alterações", declarou, em Oslo, o
presidente do comité Nobel norueguês, Ole Danbolt Mjoes. Al
Gore afirmou hoje que se sentia «profundamente honrado» com
a atribuição do prémio Nobel da Paz, ao lado do Painel
Inter-governamental sobre Mudanças Climáticas das Nações
Unidas (IPCC).
«Sinto-me profundamente honrado por receber o prémio Nobel
da Paz. Esta recompensa é ainda mais significativa ao ter a
honra de a partilhar com o Painel Inter-governamental sobre
Mudanças Climáticas das Nações - o mais distinto grupo
científico que consagra o seu trabalho a melhorar a nossa
compreensão sobre a crime do clima - um grupo cujos membros
trabalham sem descanso e com dedicação há vários anos»,
declara Al Gore em comunicado.
«Estamos perante uma verdadeira emergência planetária. A
crise do clima não é uma questão política, é um desafio
moral e espiritual para toda a humanidade», sublinha.
A atribuição do Nobel da Paz ao Painel
Inter-governamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) e a
Al Gore deverá permitir criar um "sentimento de urgência" em
relação ao aquecimento climático, declarou hoje o presidente
do IPCC.
«Espero que este prémio coloque a questão no primeiro plano
e que isso provoque uma maior tomada de consciência e um
sentimento de urgência», declarou Rajendra Pachauri, que
falava a partir de Nova Deli.
«A mensagem deve envolver todos - países desenvolvidos e em
vias de desenvolvimento - estamos todos no mesmo barco.
Devemos garantir que os habitantes deste planeta não sofram
com as mudanças climáticas», acrescentou.
«O aquecimento climático ameaça desestabilizar as
actividades económicas e a estabilidade social no mundo»,
advertiu.
Pachauri, 67 anos, elogiou a acção do grupo a que preside,
cujos trabalhos tentam há 20 anos alertar o planeta sobre os
perigos das alterações climáticas. «Sou apenas um símbolo»,
disse.
«Os verdadeiros laureados são a comunidade científica, que
contribui para os trabalhos do IPCC, e os governos que
apoiam a sua acção», sublinhou.
Anteriormente, a porta-voz do IPCC, Carola Traverso Saibante,
tinha afirmado que a atribuição do prémio ao Painel,
constituído por cerca de 2.000 cientistas, tinha sido "uma
surpresa".
"Teríamos ficado felizes se Al Gore o tivesse recebido
sozinho porque é um reconhecimento da importância do
assunto", afirmou a porta-voz.
Adaptado de:
2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A
Ano
Polar
Internacional
O biénio que decorre de Março de 2007 a Março
de 2009 foi designado pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Conselho
Internacional para a Ciência, como o IV Ano Polar Internacional (API),
situação que não se verificava há exactamente 50 anos. O evento visa
promover o desenvolvimento da ciência nas regiões polares, mas também
mostrar junto da sociedade a importância determinante que as regiões polares
têm para a dinâmica e regulação climática do Planeta.
A
Educação
é um tema central no
Ano Polar Internacional.
Mostrar o que se passa no Árctico e no Antárctico ao nível das mudanças no
clima, na criosfera, nos ecossistemas, nos hábitos de vida dos povos polares,
e as consequências que estas regiões têm para o resto da Terra, e mesmo para
Portugal, é o objectivo de
LATITUDE60!: o projecto educativo do Comité Português para o Ano
Polar Internacional. Este projecto inclui um amplo conjunto de actividades
onde podem participar todas as disciplinas, desde as ciências exactas, às
ciências sociais, às línguas, artes e também ao desporto. O objectivo é
explorar temas polares, ligando-os aos problemas da Terra e da sociedade, e
sempre que possível, a questões relacionadas com a realidade nacional. Estas,
podem passar por temáticas ambientais, pela história ou pela cultura.
23-03-2007 - 10:10
Gelo à solta
Um iceberg flutua em território antárctico australiano. O degelo dos pólos e
o consequente aumento dos níveis dos oceanos estão já acima das projecções
traçadas pelos cientistas, segundo as últimas imagens de satélite.

Foto: Reuters/Australian Antarctic Division
20-03-2007
Mar voltou a fazer estragos na Costa da Caparica
O avanço do mar provocou esta madrugada quatro rombos no paredão que protege
o Clube de Campismo de Lisboa, na Costa da Caparica, inundando uma zona
daquelas instalações depois de ter galgado a vala assoreada.
Duas máquinas da Protecção Civil de Almada estão hoje de manhã a limpar a
vala junto ao parque de campismo da Costa da Caparica, preparando o local
para a nova preia-mar, prevista para as 15h00.
"A maré começou a baixar cerca das 04h00 e por volta das 05h00 começámos a
trabalhar no desassoreamento da vala, que ficou cheia de areia" devido à
preia-mar, disse à agência Lusa Henrique Carreiras, vereador da Protecção
Civil da câmara de Almada.
O responsável da Protecção Civil de Almada disse que estão a trabalhar duas
máquinas no local, "a construir uma duna" e a tentar desassorear a vala a
tempo da nova preia-mar, para tentar evitar que a água entre novamente nas
instalações do parque de campismo.
O vereador teme que estas medidas não sejam suficientes para travar o avanço
do mar e defende o reforço dos rombos causados no paredão com pedra.
Segundo Henrique Carreiras, um técnico do Instituto Nacional da Água, que
tem a seu cargo as obras de protecção da costa para evitar a erosão, está
avisado da situação desde as 05h38, mas até ao momento ninguém daquele
organismo se deslocou ao local.
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